Anualmente, no dia 2 de fevereiro, o mundo comemora o Dia das Zonas Úmidas. Esse dia marca a data da adoção da Convenção sobre Zonas Úmidas, que ocorreu em 1971, na cidade iraniana de Ramsar, às margens do Mar Cáspio.
Anualmente, o Comitê Permanente da Convenção sobre Zonas Úmidas elege um tema para nortear as ações referentes a esses importantes ambientes. Neste ano de 2021, o tema aprovado foi “Áreas Úmidas e Água”.
Entre outros serviços ecossistêmicos, as Áreas Úmidas (AUs) armazenam e purificam a água, assim, esse tema é extremamente apropriado, particularmente frente aos grandes impactos que as AUs vêm sofrendo mundialmente, e as alterações do ciclo hidrológico já evidenciadas como decorrências de mudanças de uso da terra e climáticas.
As AUs ocupam 20% do território brasileiro e 30% da região amazônica. Seu uso parcimonioso está longe de ser uma prática comum no Brasil, onde há carência inclusive de uma legislação específica que possa promover sua proteção e uso com sustentabilidade. Hidrelétricas, mineração, desmatamento e fogo estão entre os principais agentes de degradação desses ambientes, especialmente em regiões mais remotas. Nos centros urbanos, poluição, tanto biológica quanto de outros rejeitos são comuns, contribuindo para a degradação das AUs nas cidades e a água a elas associada.
Usemos este dia não apenas para lembrar das Zonas Úmidas, mas, principalmente, para unir esforços e boas práticas para sua proteção.

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